MARTIN EDEN (2019)

Este é um filme sobre individualismo e, ainda que não seja o mais importante, fico pensativo sobre se é um elogio ou uma advertência. A transformação súbita da personagem no último ato custou-me a engolir: não entendi muito bem como é que um proletário, de repente, parece o Ozymandias do Jeremy Irons. As referências literárias dão pistas, enfim. A forma é o que torna este filme intrigante, com o uso de planos de filmes antigos enquanto elemento e a sua construção enquanto objeto extemporâneo, que adapta um romance de 1909 com uma linguagem visual que às vezes lembra o neorrealismo e outras as montagens cinematográficas dos anos 80. Deixou-me com muita vontade de ver os outros filmes do realizador Pietro Marcello.

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