Eu e as imagens

Sempre vi muitos filmes, sempre vi muitas séries. Quando era adolescente, gravava o "5 Noites, 5 Filmes" para ver no dia seguinte, depois dos trabalhos de casa. Tinha em casa uma estante cheia de VHS's, do chão até ao teto. No mesmo dia, descobria Alain Resnais e revia o Terminator 2. 

Acho que tudo começou quando a minha mãe me levou para ver "Rain Man" no cinema. Estávamos de férias e eu devia ter uns 9, 10 anos. A fila no salão dos bombeiros voluntários de Vila Praia de Âncora era gigantesca e, quando finalmente chegou a nossa vez, o rapaz do outro lado do vidro colocou um letreiro que dizia "lotação esgotada". Não gostei da sensação de querer ver alguma coisa e não conseguir. Às vezes, brinco a sério que estou sempre a tentar entrar no "Rain Man".

Tenho-me armado numa espécie de Roger Ebert da quarentena porque, durante o isolamento, é fácil cair em poços negros dentro e fora de nós. Políticos maus (em mais do que um sentido), gente burra, racismo em Portugal e no Brasil, as contas para pagar, muitos afazeres de trabalho, muitos afazeres do mestrado. Escrever sobre os filmes e séries que vejo à noite ajuda-me a desanuviar a cabeça e permite-me fazer uma espécie de inventário do visto e do pensado (como o meu amigo que colecionava os canhotos de todos os bilhetes de cinema). Gosto muito quando vocês leem, comentam, concordam ou discordam. O mais importante mesmo é curtir junto. Obrigado!

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