THE WALL (1982)

A gente às vezes é burra. Nunca me apeteceu ver "The Wall" porque pensava "eh pá, sim, Pink Floyd, e tal, mas Bob Geldof?". Porém, hoje arrisquei-me nos 160 minutos do musical do "Hamilton" e, depois de uma hora, não aguentava mais aquela direção nervosa de show de estádio. Então, desliguei, fui ver o que mais tinha na lista e lá estava o "The Wall". Dei o "play" e não demorei muito até perceber que era uma obra-prima. Em vez de uma narrativa convencional, prefere uma estrutura em quadros ligados por um enredo simples. O roteiro é do próprio Roger Waters, o que talvez explique porque aquilo que vemos não é uma mera ilustração das músicas do álbum dos Pink Floyd: filme e música iluminam-se um ao outro, como se não fosse possível que sobrevivessem sozinhos. Ri sozinho das pessoas que vão a shows do Roger Waters e se ofendem pelas suas mensagens políticas. Certamente, elas não viram este filme. Certamente, elas não viram um monte de coisas. Por ter feito isto dentro do sistema do cinema comercial, o Alan Parker é um herói. E, sim, o Bob Geldof está incrível.

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