POLYESTER (1981)

John Waters, o "Papa do trash" é um provocador nato. Sempre que vejo um filme dele, lembro-me de um conselho que uma colega de trabalho me deu uma vez: "se a gente não se divertir a fazer isto, ninguém se diverte a ver". Parece que Waters e os seus atores estão em permanente diversão quando montam estas cenas escandalosas, absurdas e cabotinas que parecem fazer com o espectador um pacto silencioso: "relaxem e divirtam-se, que foi o que a gente fez". Porém, também parece que, por trás disso tudo, está um cineasta que adora e conhece intimamente a sua arte. "Polyester" cita William Temple e Douglas Sirk e lembra-nos que a época em que estreou foi a mesma em que, do outro lado do Atlântico, um senhor chamado Pedro Almodóvar começava a fazer longas. .

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