Žert, 1969

Depois de Valerie e a Semana das Maravilhas, deu-me vontade de ver mais coisas de Jaromil Jireš. Žert poder-se-ia traduzir como A Piada (o livro de Milan Kundera que ele adapta foi traduzido para A Brincadeira) e conta a história de um homem que é punido e ostracizado após ter escrito, num bilhete a uma amada, a frase «Vida Longa a Trostky». A cena em que os seus colegas da Universidade — «os seus melhores amigos», diz ele — levantam as mãos para o condenarem por algo que facilmente é reconhecível como um gracejo mostra-nos que, em tempos de totalitarismo, a ironia é a primeira a morrer. Porém, a semelhança do seu castigo com os consensos ocasionais que, nesta nossa era, levam a linchamentos virtuais e reais deixou-me bastante pensativo.

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